Thursday, May 03, 2007

Entretanto, do outro lado do Atlântico...

Enquanto por cá AC Milan e Manchester United discutiam a segunda vaga para a final de Atenas, do lado de lá do Atlântico, disputava-se a primeira mão dos oitavos de final da congénere sul-americana da prova milionária europeia: a Copa dos Libertadores. Tive oportunidade de assistir ao São Paulo – Grémio de Porto Alegre. Foi um jogo pouco atractivo, com muitas faltas e interrupções, porém houve um jogador que me chamou a atenção: Diego Souza, esse mesmo, que se encontra vinculado ao SL Benfica e que está emprestado ao clube gaúcho. Diego arrancou uma boa exibição, abrilhantada com pormenores bastante interessantes, designadamente algumas aparatosas arrancadas em direcção à baliza adversária e alguns fortes e colocados remates de meia distância. Será que Fernando Santos viu?

Wednesday, May 02, 2007

Serenata à chuva em S. Siro



O AC Milan atinge a sua terceira final europeia em cinco anos – a 11ª do seu historial.
Calculo que hoje, muitos anti-calcio estejam a remoer o que se passou em S. Siro e estou muito curioso para ler e ouvir opiniões. Será que alguém será capaz de falar em futebol defensivo, cínico e outras coisas que tais? Estou em crer que tamanho despropósito não irá ocorrer…
Esta eliminatória veio desmistificar também aquele típico preconceito português relacionado com a idade dos jogadores que não passa de um grande disparate...

De facto a equipa italiana vulgarizou a equipa inglesa de forma absolutamente avassaladora. O semblante de Ferguson no banco era sintomático. Incapaz, porque impotente para tal, o treinador escocês não alterou praticamente nada na sua equipa, sendo que quando o fez (abdicou de um defesa, passando a equipa a jogar com uma linha de três defesas) foi já na recta final do jogo, e aí o Milan deu a “machadada” final.

Durante toda a primeira parte do jogo apenas se jogou no meio campo inglês. O Milan através de uma pressão alta e de uma posse e circulação de bola verdadeiramente estonteante, encostou o Manchester ao seu reduto defensivo que sem ideias e capacidade para contrariar o seu opositor, raramente de lá conseguiu sair.

Na segunda parte, foi quase, mais do mesmo, não obstante o Milan ter arrefecido um pouco mais o jogo, recuando um pouco as suas linhas – normal quando se tem uma vantagem de 2-0 e ainda se poderia sofrer um golo que a passagem não ficaria comprometida. Na primeira linha do meio campo, Ambrosini à esquerda e Gattuso na direita ajudavam os laterais a fechar os corredores – referência do jogo ofensivo da equipa inglesa. Contudo não se pense que o Milan abdicou do seu jogo ofensivo, nada disso, sempre que ganhava a bola, e foram inúmeras as recuperações da mesma efectuadas a meio campo, imediatamente ela circulava pelos jogadores rossoneri com uma precisão quase geométrica, sempre com o objectivo da progressão até à grande área do Manchester.

Outro embate “fabricado” pelos media foi o de existir outro jogo dentro do próprio jogo – o de Káká contra Ronaldo na luta pela obtenção de título de melhor jogador do mundo. Nesse particular, o brasileiro foi também sem qualquer dúvida, o grande vencedor. As suas acções em campo foram determinantes para o desfecho da eliminatória, sendo que Ronaldo foi inconsequente…

Em termos individuais, para além de káká, o outro destaque vai sem sombra de dúvidas para Gattuso. O que Káká tem em talento e criatividade, tem o italiano em garra e determinação.

Liverpool na final de Atenas

O Liverpool acabou de carimbar o seu passaporte para a final de Atenas, a segunda em três anos, a sétima da sua história.
Do jogo pouco há a dizer - são já conhecidos os contornos deste confronto entre dois mestres da táctica.
Talvez de realçar que ontem ficaram patentes algumas debilidades da equipa londrina que foram a tónica desta época. Ontem, privada de Ricardo Carvalho, Balack, Schevchenko, com um Robben recentemente recuperado de mais uma lesão, o Chelsea, muito mais sobrecarregado de jogos de responsabilidade do que o seu opositor, depois de ter usado e abusado do jogo directo para Didier Drogba, acabou por claudicar, ainda assim, apenas na marcação de grandes penalidades.

Frase

"...Os nossos adeptos são os verdadeiros 'special one...'

Rafael benitez

Monday, April 30, 2007

Mais uma conquista da "velha raposa"

Giovanni Trapattoni acaba de conquistar o seu 22º título. Desta vez o feito ocorreu na Áustria ao serviço do Red Bull Salzburg. Já aqui escrevi sobre a equipa.

Pode não ser muito apreciado, pode dizer-se o que se quiser sobre ele, mas há uma coisa que é inexorável: Trapattoni é actualmente o treinador que ostenta o maior número de títulos no velho continente - campeão em quatro países.

Friday, April 27, 2007

Taça Uefa: RCD Espanyol: em busca da reconciliação com a Europa

O RCD Espanyol deu ontem enorme passo para a sua “reconciliação” com a Europa. Recorde-se que a equipa espanhola perdeu uma final da Uefa há 18 anos de forma dramática frente ao Bayer Leverkusen, tendo vencido na primeira mão os alemães por 3-0 no, entretanto desaparecido, Estádio Sarriá, viria a perder pelo mesmo resultado em Leverkusen tendo acabado por sucumbir na marcação de grandes penalidades.

Este ano, a equipa da Catalunha, ainda não perdeu um jogo e detém o melhor ataque da prova. Ontem venceu no Olímpico de Montjuic, o Werder Bremen por 3-0.

Terá causado algum espanto a alguns, contudo para quem seguiu a eliminatória frente ao SL Benfica, o feito da equipa espanhola não constituirá surpresa significativa.
O RCD Espanyol chegou mesmo a vulgarizar o actual segundo classificado (a dois pontos do líder) da Bundesliga.

A equipa espanhola é muito forte nas transições ofensivas, normalmente executadas através de acções de ataque rápido e contra-ataque, sendo que no jogo de ontem juntou-lhe também, à semelhança do que aconteceu na Luz, uma grande segurança defensiva.

O quarteto defensivo composto por Torrejon, Jarque, David Garcia e De La Cruz, raramente arriscou subidas no terreno, mantendo sempre o equilíbrio defensivo com marcação à zona. No meio campo, ao centro, Moisés Hurtado em acções de cobertura defensiva e de recuperação de bola, e o grande cérebro de toda a equipa, Ivan de La Peña, mestre no último passe, que ontem deu um recital de bom futebol.

Nas alas, do lado direito, Rufete, com dupla função: dar profundidade de jogo pelo corredor, mas também e sobretudo a “fechar ao meio” quando a equipa não tinha a posse de bola, contribuindo assim para o equilíbrio numérico a meio campo, já que o Bremen jogava, como habitualmente, com quatro jogadores nesse sector. Do lado esquerdo, o irrequieto Riera, que dava, fundamentalmente, verticalidade ao jogo. Na frente, ontem jogou a dupla Tamudo / Pandiani. O primeiro, foi a par de De La Peña, figura em destaque. A forma como se movimenta nos últimos metros de terreno, a capacidade de aparecer nos espaços vazios é absolutamente impressionante e letal para os adversários. Pandiani não perdeu a oportunidade de marcar um golo da forma que mais gosta – de cabeça, pois claro! E já elevou o seu número de golos marcados na competição para 11.

Uma palavra ainda para o Guarda-Redes Iraizoz, que ontem, também à semelhança do jogo de Lisboa, teve mais um desempenho muito seguro.

Friday, April 20, 2007

Messi reloaded

O mundo do futebol encontra-se meio espantado com o fabuloso golo de Messi apontado na partida frete ao Getafe, estando inclusive a ser feitas comparações com o célebre golo apontado pelo seu conterrâneo Maradona no mundial de 86.

Não fujo à regra e fartei-me de ver repetições do momento, contudo, não me considero espantado. Sou um fã incondicional do genial jogador argentino há já algum tempo, tendo o post de abertura deste blog sido precisamente sobre ele.


Os primeiros passos de Messi sobre um campo de futebol foram dados no clube do seu bairro, o Grandoli, com apenas cinco anos. Mais tarde foi transferido para o Newell's Old Boys, tendo aí permanecido até à temporada de 2000.

Devido ao facto de padecer de uma enfermidade hormonal que afectava o seu crescimento e como a sua família não podia suportar os custos do seu tratamento, acabou por ser o F.C. Barcelona a fazê-lo, trazendo-o para a Europa e incluindo-o na sua cantera.

Desde então, Messi jogou em todas as categorias de base do Barcelona, até chegar à equipa principal na temporada 2003-2004, com dezesseis anos, estreando-se num jogo amigável contra o F.C. Porto na inauguração do Estádio do Dragão.

De seguida ficam mais uns vídeos para diversão, porque ver Messi em campo é de facto puro prazer e diversão.









Thursday, April 19, 2007

Benditos youtube, dailymotion...

O director do Mais futebol, no seu blog, questiona o facto de nenhum jornal desportivo ter chamado à sua primeira página o momento vivido ontem em Camp Nou.

É simples, digo eu! Não foi Cristiano Ronaldo...

Wednesday, April 18, 2007

Descubra as diferenças

Este é considerado por muitos como o melhor golo de sempre de todos os mundiais de futebol. Dispensa apresentações.




Este aconteceu hoje em Camp Nou, no Barcelona-Getafe para a Taça do Rei, autoria de Lionel Messi.





Tuesday, April 17, 2007

Frase do dia


"...Aqui há muito mais ódio..."

Lucho González referindo-se à rivalidade entre S.L. Benfica e F.C. Porto, em comparação com a rivalidade entre Boca Juniors e River Plate.

Monday, April 16, 2007

Outros "dream teams"

A memória colectiva do futebol é por vezes algo injusta. Quando se fala de "dream team", o que essa memória nos traz de imediato à mente é o Barcelona de Cruyff. No entanto se vasculharmos bem, poderemos encontrar variadíssimas equipas que ao longo da imensa história do futebol também valem bem o epíteto supramencioando.

Uma dessas equipas, foi sem sombra de dúvida o A.C. Milan da década de 80, que já me tem merecido algumas referências neste espaço. Só não é recordada dessa forma, devido ao eterno estigma do "defensivismo" que se cola ao futebol italiano.

O primeiro vídeo mostra-nos uma das finais europeias desse Milan. As breves imagens (dos golos) não são suficientemente elucidativas de um dos aspectos marcantes do futebol praticado pela equipa: a zona pressionante, não obstante ter sido, nesse jogo, posta em prática de forma proeminente. O lance do segundo golo mostra bem como a equipa, posicionada no meio campo adversário, numa acção pressionante, ataca o portador da bola da equipa adversária, recuperando-a e lançando um ataque rápido.





Neste vídeo observamos outra característica daquilo que recentemente se considerou ser uma grande inovação tendo-se vulgarizado no discurso de jornalistas e analistas -a "pressão alta". O aspecto que observamos é a linha defensiva avançada no terreno.
Podemos observar como o também magnifíco Nápoles de Maradona, Careca, entre outros, tira partido de um dos aspectos desfavoráveis do uso deste método defensivo - os espaços criados nas costas da defesa, devido ao facto de o recuo defensivo ser efectuado em função da progressão da bola.


Wednesday, April 11, 2007

Um reparo [ainda sobre o pesadelo romano]

Convém deixar bem claro o seguinte: quando destaquei no post anterior que a goleada foi sofrida por uma equipa italiana, não foi com a intenção de sublimar o feito com base no suposto "defensivismo" que muitos analistas teimam em colar ao futebol italiano.

Ao dar uma volta por aí, tenho reparado na sublimação do feito da equipa inglesa pelo facto do seu oponente pertencer ao calcio "defensivista". Constato até em alguns casos que essa sublimação se faz acompanhar de uma certa satisfação, como se de uma vitória moral se tratasse! Penso que tal atitude apenas revela um profundo ressentimento fundamentado em inúmeros desaires das nossas equipas, ocorridos frente ao futebol italiano.

Não sei o que é isso do cinismo e do "defensivismo". Sei apenas que sempre houve ao longo da história do futebol italiano uma atracção forte pela vertente táctica do jogo e que por norma as equipas italianas são bastante fortes no que respeita a organização defensiva e à ocupação dos espaços. Mas não o serão todas as grandes equipas europeias, e que ganham títulos, da actualidade? A AS Roma possuía até ao dia de ontem um dos melhores registos, em termos de golos sofridos, desta edição do torneio.

Como já escrevi aqui, é curioso que o catenaccio, legatário do ferrolho, que foi ironicamente um produto de um treinador nascido no país que ainda hoje é lembrado e considerado como um dos expoentes do outro lado da medalha, ou seja, o futebol-espectáculo e ofensivo da famosa wonderteam austríaca, é ainda teimosamente referenciado como a imagem de marca do futebol italiano, ficando na sua penumbra outras criações ocorridas no país transalpino, como sejam a zona pressionante do Milan de Sachi...

PS: será que Paulo Bento, por sinal um jovem técnico que tem sido bastante acarinhado pela imprensa portuguesa, depois desta afirmação irá ser considerado um fiel devoto do catenaccio?

Pesadelo romano no teatro dos sonhos

A maior derrota de sempre de uma equipa italiana nas competições europeias!


Tuesday, April 10, 2007

Sunday, April 08, 2007

Frase do fim de semana

"...Sou um treinador que gosta de ganhar por 1-0, porque os grandes espectáculos de futebol que terminam com 5-4 não me dizem muito..."

Paulo Bento

Wednesday, April 04, 2007

Liverpool: talhado para a Europa


O Liverpool deu ontem um passo de gigante rumo às meias finais da Liga dos Campeões, ao impor uma pesada derrota ao PSV de Ronald Koeman. Isto depois de nos oitavos de final terem despachado o poderoso Barcelona, actual detentor do título.
Este Liverpool continua igual a si próprio, refém do "tacticismo" do seu treinador, não faz jus, de forma alguma, a equipas do passado que encantaram os adeptos de futebol pelo cariz ofensivo do seu futebol.
Em Eindhoven, os homens de Anfield deram ontem mais um recital daquilo que muitos apelidam de futebol cínico a la Italiana.
O aspecto mais distintivo deste Liverpool é a sua organização, sobretudo defensiva. É uma equipa que raramente perde as suas referências posicionais e que joga muito no erro do adversário.
Outro aspecto a merecer destaque é o facto de, à semelhança de há duas épocas atrás, a equipa inglesa fazer contrastar bastante os seus desempenhos na competição interna e na competição europeia. Há 17 anos que o Liverpool não vence a liga inglesa, contudo, na Europa, parece ambicionar, com legitimidade, a revalidação do título conquistado há duas épocas.

Monday, April 02, 2007

S.L. Benfica - F.C. Porto : breves notas


O clássico que muitos apelidaram de "jogo do título", acabou por ser pouco emotivo, como aliás já se esperava.

Uma primeira parte em que os portistas tiveram mais bola, sem contudo terem criado claras oportunidades de golo, excepção feita ao passe de Lucho a isolar Adriano a que Quim correspondeu com boa defesa. Ainda assim, os outros lances de maior perigo na primeira parte foram da autoria de Petit na recarga de um livre directo e de karagounis num remate de meia distância que Helton, instintivamente defendeu.

O Benfica recuou muito na primeira parte, e esse recuo não deverá ser explicado apenas pela incapacidade física de Katsouranis, e pelo mérito do F.C. Porto, pois a segunda parte foi completamente diferente. Os encarnados surgiram em campo com uma dinâmica de jogo muito forte, à semelhança do que já aconteceu em outros jogos, empurrando os azuis e brancos para a sua grande área. Essa mudança também - e pegando no mesmo critério utilizado no primeiro parágrafo - não se deverá apenas à entrada de Rui Costa para o lugar do cansado Katsouranis, bem como a um presumível demérito do F.C. Porto ou à sua intenção de defender a vantagem .


Em termos colectivos, o Benfica adiantou as suas linhas, fez a pressão alta, houve envolvimento pelas alas, com arrancadas dos dois laterais, e praticamente jogou-se em apenas meio campo (o dos portistas). Em termos individuais, verificou-se uma clara e surpreendente (face ao observado na primeira parte) subida de rendimento de vários jogadores, com particular destaque para Karagounis.

Então, para além dos aspectos já referidos, que outra explicação para as diferenças entre uma e outra parte do jogo, com particular evidência nos encarnados?

Poderá ter acontecido aquela atitude expectante e estratégica da busca do erro do adversário, para assim não se correrem riscos. É em minha opinião o que explica o jogo calculista a que se assistiu durante a primeira parte, por parte das duas equipas, sendo que aí o Benfica terá sido a equipa mais manietada pelo adversário.

Thursday, March 29, 2007

David Luiz: defesa central com futuro



Um dos muitos destaques que ficaram omissos como resultado do período de inactividade do
blog, foi sem sombra de dúvida a estreia de David Luiz pelo Benfica. E logo uma estreia forçada devido à lesão de Luisão e à indisposição de Katsouranis em palco europeu. E refira-se que o jovem central brasileiro pareceu que já jogava com a equipa há bastante tempo.
Em várias ocasiões expressei aqui que fazia falta ao Benfica um central que, como se costuma dizer, soubesse "sair a jogar", com atributos técnicos como uma boa capacidade de passe e de controlo da bola. David Luiz tem essas capacidades. É importante numa equipa que, segundo o seu treinador, pretende pressionar "alto", ter um central com essas características. Depois desse jogo em Paris, o jovem central brasileiro, tem sido titular face à lesão de Luisão, e continua a evidenciar boas qualidades, para além da já referida personalidade em campo, exibida, ainda para mais, em jogos vitais para o clube.

Monday, March 26, 2007

Regresso. Com uma recomendação de leitura

Após algum (bastante) tempo de inactividade, Apenas Futebol volta ao activo, ou pelo menos assim é vontade do seu autor...

Como existe inúmera matéria futebolística que entretanto deixou de ter tido aqui o devido destaque, e como é difícil escolher por onde começar, este retorno assinalar-se-à com uma óptima recomendação de leitura.




O autor, Franklin Foer, aborda de forma apaixonada e muitas vezes desconcertante, as inúmeras repercussões que o futebol tem tido nas culturas e sociedades, ao longo dos tempos. Como "fenómeno social total", como alguém já lhe chamou, o jogo despoletou, alimentou ou encerrou profundos conflitos sociais, culturais, étnicos, etc.

Uma série de relatos em torno do jogo e de tudo o que o envolve e também uma profunda reflexão em torno de temas como a globalização, o capitalismo, o choque de civilizações e outros, tudo tendo como "pano de fundo" o desporto que a tanta gente apaixona por esse mundo fora.

PS: disponível na FNAC