
Foi ontem no Pacaembu que o Corinthians venceu o arqui-rival e todo-poderoso São Paulo FC. Estava em causa o avanço até à final do "Paulistão". Agora, ao "timão", basta um empate daqui a uma semana no Morumbi para atingir esse objectivo. O jogo teve contornos dramáticos para o S. Paulo, já que o golo que deu a vitória ao Corinthians foi obtido no último minuto do tempo de descontos. Após um período de intensa pressão corinthiana, sobretudo depois de se encontrarem em superioridade numérica, Cristian, arrancou e desferiu um potente remate que só fez parar a bola no fundo da baliza de Rogério Ceni.
O jogo de ontem cumpriu com uma das regras basilares do actual futebol brasileiro – muita luta a meio campo, alicerçada na rigidez das marcações individuais. No entanto, do lado do "timão" havia qualquer coisa de pouco habitual no futebol brasileiro dos três “zagueiros”. Mano Menezes estruturou – à semelhança do que tem feito noutros jogos – a sua equipa num sistema de 4-3-3 que, pressionando alto, obrigou o tradicional 3-5-2 do S. Paulo a transformar-se num expectante 5-3-2, pois a permanente procura da profundidade pelos corredores laterais, através da velocidade de Dentinho e Jorge Henrique, obrigava os laterais são-paulinos a terem mais preocupações defensivas do que seria habitual. A equipa do Parque São Jorge teve assim um domínio claro do jogo face a um S. Paulo que ficava assim condicionado a procurar surpreender em contra-ataque ou através de bolas paradas.
O jogo de ontem cumpriu com uma das regras basilares do actual futebol brasileiro – muita luta a meio campo, alicerçada na rigidez das marcações individuais. No entanto, do lado do "timão" havia qualquer coisa de pouco habitual no futebol brasileiro dos três “zagueiros”. Mano Menezes estruturou – à semelhança do que tem feito noutros jogos – a sua equipa num sistema de 4-3-3 que, pressionando alto, obrigou o tradicional 3-5-2 do S. Paulo a transformar-se num expectante 5-3-2, pois a permanente procura da profundidade pelos corredores laterais, através da velocidade de Dentinho e Jorge Henrique, obrigava os laterais são-paulinos a terem mais preocupações defensivas do que seria habitual. A equipa do Parque São Jorge teve assim um domínio claro do jogo face a um S. Paulo que ficava assim condicionado a procurar surpreender em contra-ataque ou através de bolas paradas.
É uma proposta táctica de Mano Menezes, que difere dos dominantes 3-5-2 ou 4-4-2 com dois “meias” (4-2-2-2) e que, como tal, junta à recuperação de Ronaldo o “fenómeno”, esta outra particularidade de interesse aos jogos do popular clube brasileiro.

«Todos os treinadores falam sobre movimento, sobre correr muito. Eu digo que não é necessário correr tanto. O futebol é um jogo que se joga com o cérebro. Deves estar no sítio certo, no momento certo, nem demasiado cedo, nem demasiado tarde.»








